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Ralph Lauren: o desafio de manter uma marca clássica moderna
Entre as estratégias está o foco na comunicação digital e no ponto de venda. “O digital é uma das nossas ferramentas mais eficientes, mas todas as outras também têm que ser”, enfatiza. Já nas lojas, o que é determinante é o envolvimento do consumidor. “Fazemos com que a pessoa, quando entra na loja, tenha a sensação de emoção e entusiasmo a ponto de querer comprar tudo que está vendo e dizer “Não posso comprar nada”. Para logo depois sair com a sacola cheia”, ensina.
Observando as últimas ações feitas pela empresa pode se dizer que a Ralph Lauren está conseguindo manter uma marca clássica moderna.
Brasileiro deve gastar em média R$ 670 com vestuário
O brasileiro deve gastar, em média, R$ 670 com vestuário em 2012, valor superior aos R$ 583 que haviam sido estimados para o ano passado, aponta pesquisa do Ibope Inteligência, divulgada hoje (19).
O maior potencial de consumo no varejo de moda está na classe B (42,5%), o que representa R$ 46,46 bilhões em vendas. Somado ao potencial mostrado pela classe C na pesquisa (38,40%, ou R$ 41,98 bilhões), as duas classes totalizam R$ 88 bilhões, de um total de R$ 109 bilhões estimados para o ano - resultado 15,7% superior aos R$ 76 bilhões projetados para as duas classes na sondagem anterior.
As classes D e E fazem parte do menor grupo de consumo de vestuário. O potencial nessa faixa é de R$ 7,15 bilhões, o que corresponde, porcentualmente, a 6,54% do volume de vendas. A classe A, por sua vez, tem potencial de consumo de R$ 13,72 bilhões e 12,56% do volume em 2012.
A Região Sul é a que mostra a maior expectativa de consumo per capita, de R$ 791. Em seguida, aparecem o Centro-Oeste (R$ 740,29), Sudeste (R$ 729,15), Norte (R$ 590,71) e Nordeste (R$ 487,29). Mas em termos de potencial de consumo, o Sudeste lidera a lista (50,36%), seguido por Nordeste (17,54%), Sul (16,99%), Centro-Oeste (8,64%) e Norte (6,46%).
Fonte: Época Negócios
A H&M quer comprar a C&A!
A H&M, gigante sueca do varejo de roupas, estuda a aquisição das operações da concorrente holandesa C&A.
Avaliada em aproximadamente 60 bilhões de dólares e com faturamento de 20 bilhões de dólares no ano passado, a H&M concorre diretamente com a espanhola Zara pela liderança do mercado mundial de um segmento que ficou conhecido como fast fashion.
As operações da C&A no Brasil são o alvo de maior interesse dos suecos, que há tempos estudam a entrada no país. Oficialmente, as duas redes afirmam que não há nenhuma negociação em andamento.
Maior rede de varejo de moda do Brasil, com 210 lojas, a C&A enfrentou dificuldades em 2010, inclusive com falta de produtos nas lojas. De acordo com um executivo próximo à empresa, as operações foram normalizadas, e campanhas como as que levaram coleções de estilistas renomados e da modelo Gisele Bündchen para os cabides deram nova força à rede. Segundo um analista do mercado, a presença nacional da C&A e o tamanho de suas lojas se encaixariam perfeitamente no modelo da H&M.
Um executivo da C&A no Brasil, que pede anonimato, confirma que representantes das empresas estão conversando.
Com informações da revista Exame.
Varejo popular usa estilistas de grife para aumentar exposição da marca
Mais de uma década depois que a Target apostou em colaborações entre estilistas de alta costura e lojas mais populares, e sete anos depois que a H&M apresentou uma coleção de Karl Lagerfeld, ainda existe uma fascinação por trás do conceito do barato e chique.
Apesar da preocupação de que a aparição banalizada de grifes de alta costura em lojas como a Macy's, a Kohl's, C&A, Riachuelo e entre outras acabaria levando à sua superexposição, colaborações como essas têm mostrado ser tanto um modelo de negócios confiável para as lojas quanto um negócio em si.
E os estilistas, mesmo aqueles que têm bem menos reconhecimento que alguém como Versace (para a H&M), estão vendo essas colaborações aumentarem seus lucros. Embora poucos detalhes a respeito das relações financeiras tenham vindo a público, os honorários tipicamente pagos aos estilistas em geral mais que dobraram nos últimos cinco anos, segundo vários participantes de acordos recentes, embora cada um pareça seguir suas próprias regras.
Marc Beckman, fundador da Designers Management Agency, disse que acordos com os grandes nomes do setor de "fast fashion" hoje em dia costumam incluir pagamentos de valores de mais de US$ 1 milhão (ou R$ 1,8 milhão).
Embora o funcionamento dessas colaborações tenha se tornado mais sofisticado, ele ainda permanece um mistério para os clientes, que podem não se dar conta de que as vendas da coleção da Donatela Versace na H&M, ou a extremamente famosa linha Missoni, que foi vendida na Target no outono, quase não surtirão efeito sobre o volume geral de vendas das lojas.
Na realidade, seu sucesso não é medido em dinheiro, mas em indicadores gerais de mídia, a métrica usada para determinar quantas vezes os consumidores leram ou assistiram a uma menção à colaboração no meio jornalístico. A coleção Missoni para a Target, por exemplo, foi mencionada nas edições de setembro de 40 revistas, e acumulou bilhões de indicadores.
Para estilistas menores, não se trata apenas da exposição. A renda pode vir a financiar um desfile, ou ajudar a sustentar uma coleção de luxo.
Gisele Bündchen para C&A
Nunca vi vitrine mais interativa do que a promovida pela C&A na tarde de hoje. Gisele Bündchen fez a alegria dos fãs e da imprensa desfilando, em 6 minutos, algumas peças da coleção que assina para a marca varejista.
Essa é a primeira de três coleções Gisele Bündchen para C&A. Essa não é a primeira vez que a top se associa a C&A. Em 2001, a modelo ajudou a rede a se consolidar na liderança do mercado de vestuário do país quando estrelou uma coleção.
Apesar da grande cobertura da imprensa, a coleção não chamou tanta a atenção das consumidoras, em comparação a coleção Stella McCartney para C&A, que em poucas horas já tinha itens esgotados das araras.
Se a coleção de Gisele não causou histeria entre as fashionistas sua imagem impactou sim a todos. Reconhecida em 2007, pelo especialista Fred Fuld, colaborador do “The New York Times” e de outros grandes jornais americanos, que as marcas que se associam a top têm lucros muito maiores do que os habituais. As vendas da C&A, em 2001, aumentaram 20% depois que a loja de departamentos contratou a top.
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